sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Romi mostra máquinas para ferramentaria e produção na Ferramental 2009

Empresa apresenta dois modelos de máquinas-ferramenta para utilização em diversos tipos de indústrias
A Romi, líder do mercado brasileiro de máquinas-ferramenta, mostrará equipamentos de última geração destinados à área de ferramentaria e linha de produção industrial na 5ª Feira de Máquinas-Ferramenta do Mercosul (Ferramental 2009). O evento, uma das principais feiras do setor na Região Sul, acontece de 26 a 29 de agosto, no Expotrade Convention & Exhibition Center em Pinhais, Curitiba.
“Vamos apresentar máquinas para aplicações muito abrangentes, que podem ser utilizadas em diferentes segmentos como nas indústrias automobilística, agrícola, ferramentarias, aeronáutica, entre outras”, afirma o diretor de Comercialização de Máquinas da Romi, Hermes Lago.
Ele conta que uma das máquinas a serem mostradas é o recém-lançado Centro de Torneamento Romi GL 280M, projetado para operar em indústrias com média ou alta produção. Esta versão tem o recurso de ferramenta acionada, que permite que a máquina faça tanto o trabalho de torneamento como o de fresagem. “É um equipamento muito versátil, possibilitando operações sucessivas de fresamento, furação e rosqueamento, tudo em uma única fixação. “Com isso, a peça sai pronta, sem ter de passar em outra máquina”, diz Lago.
No estande da Romi, estará exposto também o Centro de Usinagem Vertical Romi D800 AP (Alta Performance). “Esta máquina apresenta excelente desempenho nas usinagens de perfis complexos, como moldes e matrizes e peças aeronáuticas, entre outras”, diz Lago. Segundo ele, o equipamento permite usinagem de desbaste e acabamento com altas taxas de velocidade (rotação e avanço) em peças de aço endurecido, ferro fundido, ligas de alumínio e outros materiais em menor tempo e com alta qualidade de acabamento superficial se comparado aos processos convencionais
Este equipamento faz parte da linha de centros de usinagem Romi D que foi totalmente renovada e é composta atualmente por cinco máquinas que oferecem várias opções de tamanho: o Romi D 600, Romi D 800, Romi D 1400, Romi D 1600 e Romi 2000. “A linha passou por significativas alterações mecânicas e do pacote eletrônico, aumentando o desempenho em trabalho, apresentando maior performance e rendimento”, ressalta Lago. Essas máquinas são utilizadas por todos os tipos de indústrias e têm capacidade para usinar peças de até três toneladas de peso (Romi D 2000).
Máquinas expostas na Ferramental.: Centro de torneamento Romi GL 280 M- A Linha Romi GL foi projetada para operar em ambientes de média e alta produção. É uma máquina ágil, com alta velocidade de deslocamento, para ser utilizada em todos os tipos de indústrias. Por possuir torre porta-ferramentas tipo M, além de torneamento, oferece flexibilidade para operações de furação, fresagem e roscamento, tudo em uma única fixação.
Tem capacidade para doze suportes de ferramentas com sistema de refrigeração interna; disco padrão VDI, para ferramentas fixas e acionadas. O disco porta-ferramentas VDI permite um rápido setup de ferramentas, contribuindo para a minimização dos tempos de preparação da máquina.
Dotada de estrutura robusta, é ideal para usinagem a plena potência. É equipada com comando CNC GE Fanuc 0i-TC, de alta tecnologia e confiabilidade.
CNC, acionamentos, motor principal e servomotores são GE-Fanuc. Possui monitor de 10,4” colorido LCD (Liquid Crystal Display) com 12 softkeys (teclas multi funções) e duas interfaces de comunicação, a tomada serial RS 232, o drive para cartão PCMCIA, utilizado para transferência e armazenamento de dados como programas de usinagem, parâmetros etc.
Centro de usinagem Romi D 800AP com CNC Siemens 828D sl: Apresenta excelente desempenho nas usinagens de perfis complexos, como moldes e matrizes, peças aeronáuticas etc. Permite usinagem de desbaste e acabamento com altas taxas de velocidade (rotação e avanço) em peças de aço endurecido, ferro fundido, ligas de alumínio e outros materiais em menor tempo e com alta qualidade de acabamento superficial se comparado aos processos convencionais.
Entre as principais características da máquina estão altas taxas de aceleração, suavidade de movimentos dos eixos e rápido processamento de blocos de programas.
É equipado com comando CNC Siemens Sinumerik 828D sl, de alta tecnologia, com excelente performance e confiabilidade. Possui monitor LCD colorido de 10,4” e as interfaces de comunicação: drive para cartão Compact Flash, porta USB e interface Ethernet. Isso oferece ao usuário grande flexibilidade para carregar programas e parâmetros. Tem programação ShopMill que permite simplificar a elaboração de programas por meio de entrada de dados em telas amigáveis.
Perfil da Romi -A Indústrias Romi (Bovespa: ROMI3) é líder no mercado brasileiro de máquinas e equipamentos. Companhia aberta e desde março de 2007 listada no Novo Mercado da Bovespa, fabrica máquinas-ferramenta, com destaque para tornos e centros de usinagem; máquinas injetoras e sopradoras de plástico; e peças de ferro fundido cinzento, nodular e vermicular, fornecidas brutas ou usinadas. Seus produtos e serviços estão presentes em todos os continentes e são utilizados pelos mais diferentes segmentos produtivos, como as indústrias automobilística, de bens de consumo em geral, de máquinas e equipamentos industriais e de máquinas e implementos agrícolas.| www.romi.com.br
fonte: Revista Fator (www.revistafator.com.br)quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Tipos de tratamentos térmicos
Existem duas classes de tratamentos térmicos:
1 - Os tratamentos que por simples aquecimento e resfriamento, modificam as propriedades de toda a massa do aço, tais como:
a - Têmpera
b - Revenimento
c - Recozimento2 - Os tratamentos que modificam as propriedades somente numa fina camada superficial da peça. Esses tratamentos térmicos nos quais a peça é aquecida juntamente com produtos químicos e posteriormente resfriado são:
a - Cementação
Tratamentos Térmico
Austêmpera
Austenitização
Beneficiamento
Boretação
Carbonitretação
Cementação
Cianetação
Coalescimento
Descarbonetação
Descarbonetação Parcial
Descarbonetação Total
Encharcamento
Endurecimento Por Envelhecimento
Endurecimento por Precipitação
Endurecimento Secundário
Envelhecimento
Envelhecimento Artificial
Envelhecimento Interrompido
Envelhecimento natural
Envelhecimento progressivo
Esferoidização
Homogeneização
Maleabilização
Martêmpera
Nitretação
Normalização
Patenteamento
Perlitização
Preaquecimento
Recozimento
Recozimento azul
Recozimento brilhante
Recozimento ferrítico
Recozimento intermediário
Recozimento isotérmico
Recozimento para alívio de tensões
Recozimento para crescimento de grão
Recozimento para homogeneização
Recozimento para recristalização
Recozimento para solubilização
Recozimento pleno
Recristalização
Restauração de carbono
Revenimento
Têmpera
Têmpera da camada cementada
Têmpera diferencial
Têmpera direta de cementação
Têmpera do núcleo
Têmpera dupla
Têmpera em água
Têmpera em óleo
Têmpera em salmoura
Têmpera superficial por chama
Têmpera por imersão
Têmpera superficial por indução
Têmpera superficial
Tratamento isotérmico
Tratamento subzero
Tratamento térmico
Tratamento termoquímico
Austêmpera
Tratamento térmico composto de aquecimento até a temperatura e austenitização, permanência nesta temperatura até completa equalização, resfriamento rápido até a faixa de formação da bainita, permanência nesta temperatura até completa transformação. Utiliza-se para peças que necessitam de alta tenacidade (efeito-mola).
Transformação da estrutura da matriz existente em estrutura austenítica através de aquecimento. Pode ser parcial (aquecimento dentro da faixa de transformação) ou completa (aquecimento acima da faixa de transformação).
Tratamento térmico composto de têmpera seguida de revenimento, em temperatura adequada, destinado a obtenção de maior tenacidade combinada com certas propriedades de resistência. Utiliza-se para peça/ferramentas que necessitam de uma boa confirmação de rigidez e tenacidade.
Boretação
Tratamento térmoquímico em que se promove enriquecimento superficial com boro. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência à abrasão.
Tratamento termoquímico em que se promove o enriquecimento superficial simultâneo com carbono e nitrogênio. Utiliza-se para peças que necessitam de alta dureza superficial, alta resistência à fadiga de contato e submetidas a cargas superficiais moderadas.
Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com carbono. Utiliza-se para peças que necessitam de alta dureza superficial, alta resistência à fadiga de contato e submetidas a cargas superficiais elevadas.
Tratamento térmico de recozimento com a
finalidade de se obterem os carbonetos sob
forma esferoidal. Usualmente é caracterizado por permanência em temperatura ligeiramente superior ou inferior ao ponto A1 ou oscilação em torno de A1 e resfriamento lento. Também denominado esferoidização. Utiliza-se para produtos que necessitam de dureza baixíssima para poderem ser deformadas plasticamente.
Redução do teor de carbono em toda a extensão ou parte do material. Utiliza-se para produtos que necessitam de baixa permeabilidade magnética.
Tempo de manutenção em determinada temperatura após equalização da mesma em todos os pontos da peça.
Endurecimento produzido por processo de envelhecimento, geralmente após solubilização ou trabalho a frio.
Endurecimento produzido por processo de envelhecimento, geralmente após solubilização ou trabalho a frio.
Alteração das propriedades com o tempo, geralmente lenta a temperatura ambiente e mais rápida com a elevação da temperatura.
Envelhecimento realizado em duas ou mais temperaturas, com resfriamento até a temperatura ambiente após cada etapa.
Envelhecimento espontâneo de uma solução supersaturada que ocorre na temperatura ambiente.
Envelhecimento realizado com variação de temperatura, por etapas ou continuamente.
Manutenção de uma liga a alta temperatura para eliminar ou diminuir, por difusão, a segregação química.
Tratamento térmico aplicado ao ferro fundido, em que o elemento carbono passa a grafita, na forma arredondada. O elemento carbono também pode estar presente em fase ou fases oriundas da transformação da austenita (como exemplo a perlita).
Tratamento isotérmico composto de austenitização seguida de resfriamento brusco até temperatura ligeiramente acima da faixa de formação de martensita, visando equalizar a temperatura do material e ao resfriamento adequado até a temperatura ambiente. Utiliza-se para peças propensas a sofrerem empenamentos e que necessitam das mesmas propriedades alcançáveis pelo beneficiamento.
Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com nitrogênio. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência à fadiga de contato, alta resistência ao atrito adesivo e submetidas a cargas superficiais baixas.
Tratamento térmico, caracterizado pelo aquecimento acima da zona crítica e por equalização nesta temperatura seguida de resfriamento uniforme ao ar, sem restringi-lo ou acelerá-lo, até a temperatura ambiente. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos, para evitar o “empastamento” das ferramentas de usinagem.
Tratamento térmico de arames e tiras, empregado em aço de alto e médio carbono, caracterizado por aquecimento acima da zona crítica e por resfriamento ao ar ou em banho de sal ou chumbo, com a finalidade de obter-se
Uma microestrutura adequada para as deformações subsequentes.
Tratamento térmico de transformação de austenita em perlita. Termo largamente usado em tratamento de ferro fundidos. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de maior dureza do que a obtida após a fundição.
Aquecimento prévio realizado até uma temperatura abaixo da temperatura do tratamento visado.
Termo genérico que indica um tratamento térmico composto de aquecimento controlado até uma determinada temperatura, permanência nessa temperatura durante um certo intervalo de tempo e resfriamento regulado para a finalidade em vista. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.
Recozimento realizado em condições tais que se forme uma superfície metálica uma camada de óxido uniforme e aderente, de cor azulada. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.
Recozimento realizado em condições tais que evitem a oxidação da superfície metálica. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.
Recozimento aplicado ao ferro fundido, destinado à obtenção de matriz ferrítica. Também denominado ferritização. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitem de dureza abaixo daquela obtida após a fundição.
Recozimento realizado pela permanência em temperatura dentro da zona crítica. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos, sob condições particulares.
Recozimento caracterizado por uma austenitização seguida de transformação isotérmica da austenita na região formação da perlita. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos e que após a usinagem, devam sofrer tratamentos térmicos finais com distorções dimensionais mínimas e sempre repetitivas para grandes séries de produção.
Recozimento subcrítico visando a eliminação de tensões internas sem modificação fundamental das propriedades existentes, realizado após deformação a frio, tratamento térmico, soldagem, usinagem etc.
Recozimento caracterizado por permanência em temperatura significativamente acima de zona crítica, resfriamento lento até a temperatura abaixo do ponto A1 e subsequente resfriamento arbitrário até a temperatura ambiente, destinado a produzir crescimento de grão. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos e que, após a usinagem, devem sofrer tratamentos térmicos finais com distorções dimensionais mínimas e sempre repetitivas para grandes séries de produção.
Recozimento caracterizado por um aquecimento até uma temperatura consideravelmente acima do ponto AC3, longa permanência nessa temperatura e resfriamento adequado ao fim em vista, para eliminação de variações locais de composição do material.
Recozimento caracterizado pela permanência em temperatura dentro da faixa de recristalização, após deformação realizada abaixo dessa faixa. Utiliza-se para peças deformadas plasticamente a frio, com a finalidade de reduzirem ao seus limites de escoamento e de resistência.
Recozimento em consequencia do qual um ou mais constituintes entram em solução. Geralmente caracterizado por um resfriamento rápido destinado à retenção daqueles constituintes em solução na temperatura ambiente. Também denominado solubilização. Utiliza-se para peças que, durante as diversas etapas de produção, apresentam segeregações dos elementos de liga da matriz básica.
Utiliza-se para peças que, durante as diversas etapas de produção, apresentam segeregações dos elementos de liga da matriz básica.
Recozimento caracterizado por um resfriamento lento através da zona crítica, a partir da temperatura de austenitização (geralmente acima de AC1 para aços hipoeutetóides e entre AC31 e ACCM para os hipereutetóides). Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.
Nucleação e crescimento de novos grãos, geralemnte equixiais e isentos de tensão, a partir de uma matriz deformada plasticamente. Utiliza-se para peças deformadas plasticamente a frio, com a finalidade de reduzirem aos seus limites de escoamento e de resistência.
Reposição de carbono na camada superficial perdido em processamento anterior.
Tratamento térmico de uma peça temperada ou normalizada, caracterizado por reaquecimento abaixo da zona crítica e resfriamento adequado, visando a ajustar as propriedades mecânicas. Utiliza-se para peças recém-temperadas, com a finalidade de reduzirem-se as tensões produzidas durante a têmpera.
Tratamento térmico caracterizado pelo resfriamento em velocidade superior à velocidade crítica de têmpera, a partir de uma temperatura acima da zona crítica para os aços hipoeutetóides e geralmente dentro da zona crítica, para os aços hipereutetóides, resultando em transformação da austenita em martensita. Utiliza-se para peças que necessitem de alta rigidez. Sem o necessário complemento de um revenimento, as peças temperadas apresentar-se-ão, quase sempre frágeis.
Têmpera restrita à camada periférica da peça cementada. Utiliza-se para peças cementadas onde o núcleo deve apresentar durezas baixas.
Tratamento onde somente parte da peça segue o ciclo de temperaturas de têmpera. Também denominada têmpera seletiva. Utiliza-se para peças que necessitam de regiões duras e algumas reigões moles.
Têmpera de peça cementada diretamente da temperatura de cementação sem resfriamento intermediário.
Têmpera do material do núcleo de peça cementada. Utiliza-se para peças cementadas, onde o núcleo deve apresentar durezas “médias”.
Têmpera de pela cementada realizada em duas etapas. A primeira a partir da temperatura de têmpera do material do núcleo e a Segunda a partir da temperatura da têmpera do material da camada cementada. Utiliza-se para peças com camadas profundas de cementação, com a finalidade de aumentar-se a tenacidade do núcleo.
Têmpera em que o aquecimento é produzido por chama. Utiliza-se para peças que necessitam de endurecimento apenas nas regiões de contorno, acompanhando sua geometria.
Têmpera em que o aquecimento é produzido pela imersão da peça em banho de metais ou sais fundidos ou outro meio líquido adequado.
Têmpera em que o aquecimento é produzido por indução elétrica. Utiliza-se para peças que necessitam de endurecimento apenas nas regiões de contorno, acompanhando sua geometria.
Têmpera superficial
Têmpera limitada às camadas periféricas da peça. Utiliza-se para peças que necessitam deendurecimento apenas nas regiões de contorno, acompanhando sua geometria.
Tratamento subzero
Tratamento realizado abaixo de 0ºC. Particularmente, resfriamento de um aço a uma temperatura abaixo de 0C para transformação de austenita retida em martensita. Efetua-se este tratamento em peças cuja variação dimensional, em, serviço, deva restringir-se, exclusivamente, àquela determinada pelo coeficiente de dilatação térmica do aço, ou seja, sem a sobreposição de distorções dimensionais causadas por transformações cristalográficas da austenita em martensita.
Tratamento térmico
Operação ou conjunto de operações realizadas no estado sólido que compreendem aquecimento, permanência em determinadas temperaturas e resfriamento, realizados com a finalidade de conferir ao material determinadas características.
Tratamento termoquímico
Conjunto de operações realizadas no estado sólido que compreendem modificações na composição química da superfície da peça, em condições de temperatura e meio adequados.

