domingo, 23 de agosto de 2009

Romi mostra máquinas para ferramentaria e produção na Ferramental 2009


Empresa apresenta dois modelos de máquinas-ferramenta para utilização em diversos tipos de indústrias

A Romi, líder do mercado brasileiro de máquinas-ferramenta, mostrará equipamentos de última geração destinados à área de ferramentaria e linha de produção industrial na 5ª Feira de Máquinas-Ferramenta do Mercosul (Ferramental 2009). O evento, uma das principais feiras do setor na Região Sul, acontece de 26 a 29 de agosto, no Expotrade Convention & Exhibition Center em Pinhais, Curitiba.

“Vamos apresentar máquinas para aplicações muito abrangentes, que podem ser utilizadas em diferentes segmentos como nas indústrias automobilística, agrícola, ferramentarias, aeronáutica, entre outras”, afirma o diretor de Comercialização de Máquinas da Romi, Hermes Lago.

Ele conta que uma das máquinas a serem mostradas é o recém-lançado Centro de Torneamento Romi GL 280M, projetado para operar em indústrias com média ou alta produção. Esta versão tem o recurso de ferramenta acionada, que permite que a máquina faça tanto o trabalho de torneamento como o de fresagem. “É um equipamento muito versátil, possibilitando operações sucessivas de fresamento, furação e rosqueamento, tudo em uma única fixação. “Com isso, a peça sai pronta, sem ter de passar em outra máquina”, diz Lago.

No estande da Romi, estará exposto também o Centro de Usinagem Vertical Romi D800 AP (Alta Performance). “Esta máquina apresenta excelente desempenho nas usinagens de perfis complexos, como moldes e matrizes e peças aeronáuticas, entre outras”, diz Lago. Segundo ele, o equipamento permite usinagem de desbaste e acabamento com altas taxas de velocidade (rotação e avanço) em peças de aço endurecido, ferro fundido, ligas de alumínio e outros materiais em menor tempo e com alta qualidade de acabamento superficial se comparado aos processos convencionais

Este equipamento faz parte da linha de centros de usinagem Romi D que foi totalmente renovada e é composta atualmente por cinco máquinas que oferecem várias opções de tamanho: o Romi D 600, Romi D 800, Romi D 1400, Romi D 1600 e Romi 2000. “A linha passou por significativas alterações mecânicas e do pacote eletrônico, aumentando o desempenho em trabalho, apresentando maior performance e rendimento”, ressalta Lago. Essas máquinas são utilizadas por todos os tipos de indústrias e têm capacidade para usinar peças de até três toneladas de peso (Romi D 2000).

Máquinas expostas na Ferramental.: Centro de torneamento Romi GL 280 M- A Linha Romi GL foi projetada para operar em ambientes de média e alta produção. É uma máquina ágil, com alta velocidade de deslocamento, para ser utilizada em todos os tipos de indústrias. Por possuir torre porta-ferramentas tipo M, além de torneamento, oferece flexibilidade para operações de furação, fresagem e roscamento, tudo em uma única fixação.

Tem capacidade para doze suportes de ferramentas com sistema de refrigeração interna; disco padrão VDI, para ferramentas fixas e acionadas. O disco porta-ferramentas VDI permite um rápido setup de ferramentas, contribuindo para a minimização dos tempos de preparação da máquina.

Dotada de estrutura robusta, é ideal para usinagem a plena potência. É equipada com comando CNC GE Fanuc 0i-TC, de alta tecnologia e confiabilidade.

CNC, acionamentos, motor principal e servomotores são GE-Fanuc. Possui monitor de 10,4” colorido LCD (Liquid Crystal Display) com 12 softkeys (teclas multi funções) e duas interfaces de comunicação, a tomada serial RS 232, o drive para cartão PCMCIA, utilizado para transferência e armazenamento de dados como programas de usinagem, parâmetros etc.

Centro de usinagem Romi D 800AP com CNC Siemens 828D sl: Apresenta excelente desempenho nas usinagens de perfis complexos, como moldes e matrizes, peças aeronáuticas etc. Permite usinagem de desbaste e acabamento com altas taxas de velocidade (rotação e avanço) em peças de aço endurecido, ferro fundido, ligas de alumínio e outros materiais em menor tempo e com alta qualidade de acabamento superficial se comparado aos processos convencionais.

Entre as principais características da máquina estão altas taxas de aceleração, suavidade de movimentos dos eixos e rápido processamento de blocos de programas.

É equipado com comando CNC Siemens Sinumerik 828D sl, de alta tecnologia, com excelente performance e confiabilidade. Possui monitor LCD colorido de 10,4” e as interfaces de comunicação: drive para cartão Compact Flash, porta USB e interface Ethernet. Isso oferece ao usuário grande flexibilidade para carregar programas e parâmetros. Tem programação ShopMill que permite simplificar a elaboração de programas por meio de entrada de dados em telas amigáveis.

Perfil da Romi -A Indústrias Romi (Bovespa: ROMI3) é líder no mercado brasileiro de máquinas e equipamentos. Companhia aberta e desde março de 2007 listada no Novo Mercado da Bovespa, fabrica máquinas-ferramenta, com destaque para tornos e centros de usinagem; máquinas injetoras e sopradoras de plástico; e peças de ferro fundido cinzento, nodular e vermicular, fornecidas brutas ou usinadas. Seus produtos e serviços estão presentes em todos os continentes e são utilizados pelos mais diferentes segmentos produtivos, como as indústrias automobilística, de bens de consumo em geral, de máquinas e equipamentos industriais e de máquinas e implementos agrícolas.| www.romi.com.br

fonte: Revista Fator (www.revistafator.com.br)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Tipos de tratamentos térmicos

Existem duas classes de tratamentos térmicos:

1 - Os tratamentos que por simples aquecimento e resfriamento, modificam as propriedades de toda a massa do aço, tais como:

a - Têmpera

b - Revenimento

c - Recozimento

2 - Os tratamentos que modificam as propriedades somente numa fina camada superficial da peça. Esses tratamentos térmicos nos quais a peça é aquecida juntamente com produtos químicos e posteriormente resfriado são:

a - Cementação

b - Nitretação

Tratamentos Térmico




Austêmpera

Tratamento térmico composto de aquecimento até a temperatura e austenitização, permanência nesta temperatura até completa equalização, resfriamento rápido até a faixa de formação da bainita, permanência nesta temperatura até completa transformação. Utiliza-se para peças que necessitam de alta tenacidade (efeito-mola).


Austenitização

Transformação da estrutura da matriz existente em estrutura austenítica através de aquecimento. Pode ser parcial (aquecimento dentro da faixa de transformação) ou completa (aquecimento acima da faixa de transformação).

Beneficiamento

Tratamento térmico composto de têmpera seguida de revenimento, em temperatura adequada, destinado a obtenção de maior tenacidade combinada com certas propriedades de resistência. Utiliza-se para peça/ferramentas que necessitam de uma boa confirmação de rigidez e tenacidade.


Boretação



Tratamento térmoquímico em que se promove enriquecimento superficial com boro. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência à abrasão.


Carbonitretação

Tratamento termoquímico em que se promove o enriquecimento superficial simultâneo com carbono e nitrogênio. Utiliza-se para peças que necessitam de alta dureza superficial, alta resistência à fadiga de contato e submetidas a cargas superficiais moderadas.


Cementação

Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com carbono. Utiliza-se para peças que necessitam de alta dureza superficial, alta resistência à fadiga de contato e submetidas a cargas superficiais elevadas.



Cianetação


Carbonitretação realizada em meio líquido.

Coalescimento

Tratamento térmico de recozimento com a

finalidade de se obterem os carbonetos sob

forma esferoidal. Usualmente é caracterizado por permanência em temperatura ligeiramente superior ou inferior ao ponto A1 ou oscilação em torno de A1 e resfriamento lento. Também denominado esferoidização. Utiliza-se para produtos que necessitam de dureza baixíssima para poderem ser deformadas plasticamente.

Descarbonetação


Redução do teor de carbono em toda a extensão ou parte do material. Utiliza-se para produtos que necessitam de baixa permeabilidade magnética.


Descarbonetação parcial

Redução parcial ou total, limitada às camadas periféricas do material.

Descarbonetação total

Eliminação do carbono em toda a extensão ou parte do material.


Encharcament

Tempo de manutenção em determinada temperatura após equalização da mesma em todos os pontos da peça.

Endurecimento por envelhecimento

Endurecimento produzido por processo de envelhecimento, geralmente após solubilização ou trabalho a frio.

Endurecimento por precipitação


Endurecimento produzido por processo de envelhecimento, geralmente após solubilização ou trabalho a frio.

Endurecimento secundário

Aumento de dureza que ocorre durante o ciclo de revenimento.

Envelhecimento

Alteração das propriedades com o tempo, geralmente lenta a temperatura ambiente e mais rápida com a elevação da temperatura.

Envelhecimento artificial


Envelhecimento intencional que ocorre acima da temperatura ambiente.

Envelhecimento interrompido

Envelhecimento realizado em duas ou mais temperaturas, com resfriamento até a temperatura ambiente após cada etapa.

Envelhecimento natural

Envelhecimento espontâneo de uma solução supersaturada que ocorre na temperatura ambiente.


Envelhecimento progressivo

Envelhecimento realizado com variação de temperatura, por etapas ou continuamente.

Esferoidização

Ver Coalescimento.

Homogeneização


Manutenção de uma liga a alta temperatura para eliminar ou diminuir, por difusão, a segregação química.

Maleabilização

Tratamento térmico aplicado ao ferro fundido, em que o elemento carbono passa a grafita, na forma arredondada. O elemento carbono também pode estar presente em fase ou fases oriundas da transformação da austenita (como exemplo a perlita).

Martêmpera

Tratamento isotérmico composto de austenitização seguida de resfriamento brusco até temperatura ligeiramente acima da faixa de formação de martensita, visando equalizar a temperatura do material e ao resfriamento adequado até a temperatura ambiente. Utiliza-se para peças propensas a sofrerem empenamentos e que necessitam das mesmas propriedades alcançáveis pelo beneficiamento.


Nitretação

Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com nitrogênio. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência à fadiga de contato, alta resistência ao atrito adesivo e submetidas a cargas superficiais baixas.

Normalização

Tratamento térmico, caracterizado pelo aquecimento acima da zona crítica e por equalização nesta temperatura seguida de resfriamento uniforme ao ar, sem restringi-lo ou acelerá-lo, até a temperatura ambiente. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos, para evitar o “empastamento” das ferramentas de usinagem.


Patenteamento


Tratamento térmico de arames e tiras, empregado em aço de alto e médio carbono, caracterizado por aquecimento acima da zona crítica e por resfriamento ao ar ou em banho de sal ou chumbo, com a finalidade de obter-se

Uma microestrutura adequada para as deformações subsequentes.


Perlitização

Tratamento térmico de transformação de austenita em perlita. Termo largamente usado em tratamento de ferro fundidos. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de maior dureza do que a obtida após a fundição.


Preaquecimento


Aquecimento prévio realizado até uma temperatura abaixo da temperatura do tratamento visado.


Recozimento

Termo genérico que indica um tratamento térmico composto de aquecimento controlado até uma determinada temperatura, permanência nessa temperatura durante um certo intervalo de tempo e resfriamento regulado para a finalidade em vista. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.

Recozimento azul

Recozimento realizado em condições tais que se forme uma superfície metálica uma camada de óxido uniforme e aderente, de cor azulada. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.



Recozimento brilhante

Recozimento realizado em condições tais que evitem a oxidação da superfície metálica. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.



Recozimento ferrítico

Recozimento aplicado ao ferro fundido, destinado à obtenção de matriz ferrítica. Também denominado ferritização. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitem de dureza abaixo daquela obtida após a fundição.


Recozimento intermediário


Recozimento realizado pela permanência em temperatura dentro da zona crítica. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos, sob condições particulares.


Recozimento isotérmico

Recozimento caracterizado por uma austenitização seguida de transformação isotérmica da austenita na região formação da perlita. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos e que após a usinagem, devam sofrer tratamentos térmicos finais com distorções dimensionais mínimas e sempre repetitivas para grandes séries de produção.


Recozimento para alívio de tensões

Recozimento subcrítico visando a eliminação de tensões internas sem modificação fundamental das propriedades existentes, realizado após deformação a frio, tratamento térmico, soldagem, usinagem etc.



Recozimento para crescimento de grão

Recozimento caracterizado por permanência em temperatura significativamente acima de zona crítica, resfriamento lento até a temperatura abaixo do ponto A1 e subsequente resfriamento arbitrário até a temperatura ambiente, destinado a produzir crescimento de grão. Utiliza-se para peças que necessitam ser usinadas, com remoção de cavacos e que, após a usinagem, devem sofrer tratamentos térmicos finais com distorções dimensionais mínimas e sempre repetitivas para grandes séries de produção.


Recozimento para homogeneização

Recozimento caracterizado por um aquecimento até uma temperatura consideravelmente acima do ponto AC3, longa permanência nessa temperatura e resfriamento adequado ao fim em vista, para eliminação de variações locais de composição do material.



Recozimento para recristalização


Recozimento caracterizado pela permanência em temperatura dentro da faixa de recristalização, após deformação realizada abaixo dessa faixa. Utiliza-se para peças deformadas plasticamente a frio, com a finalidade de reduzirem ao seus limites de escoamento e de resistência.


Recozimento para solubilização

Recozimento em consequencia do qual um ou mais constituintes entram em solução. Geralmente caracterizado por um resfriamento rápido destinado à retenção daqueles constituintes em solução na temperatura ambiente. Também denominado solubilização. Utiliza-se para peças que, durante as diversas etapas de produção, apresentam segeregações dos elementos de liga da matriz básica.

Utiliza-se para peças que, durante as diversas etapas de produção, apresentam segeregações dos elementos de liga da matriz básica.


Recozimento pleno

Recozimento caracterizado por um resfriamento lento através da zona crítica, a partir da temperatura de austenitização (geralmente acima de AC1 para aços hipoeutetóides e entre AC31 e ACCM para os hipereutetóides). Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitam de menor dureza do que a obtida após a fundição.


Recristalização

Nucleação e crescimento de novos grãos, geralemnte equixiais e isentos de tensão, a partir de uma matriz deformada plasticamente. Utiliza-se para peças deformadas plasticamente a frio, com a finalidade de reduzirem aos seus limites de escoamento e de resistência.

Restauração de carbono

Reposição de carbono na camada superficial perdido em processamento anterior.

Revenimento


Tratamento térmico de uma peça temperada ou normalizada, caracterizado por reaquecimento abaixo da zona crítica e resfriamento adequado, visando a ajustar as propriedades mecânicas. Utiliza-se para peças recém-temperadas, com a finalidade de reduzirem-se as tensões produzidas durante a têmpera.


Têmpera

Tratamento térmico caracterizado pelo resfriamento em velocidade superior à velocidade crítica de têmpera, a partir de uma temperatura acima da zona crítica para os aços hipoeutetóides e geralmente dentro da zona crítica, para os aços hipereutetóides, resultando em transformação da austenita em martensita. Utiliza-se para peças que necessitem de alta rigidez. Sem o necessário complemento de um revenimento, as peças temperadas apresentar-se-ão, quase sempre frágeis.

Têmpera da camada cementada

Têmpera restrita à camada periférica da peça cementada. Utiliza-se para peças cementadas onde o núcleo deve apresentar durezas baixas.


Têmpera diferencial

Tratamento onde somente parte da peça segue o ciclo de temperaturas de têmpera. Também denominada têmpera seletiva. Utiliza-se para peças que necessitam de regiões duras e algumas reigões moles.


Têmpera direta de cementação

Têmpera de peça cementada diretamente da temperatura de cementação sem resfriamento intermediário.

Têmpera do núcleo


Têmpera do material do núcleo de peça cementada. Utiliza-se para peças cementadas, onde o núcleo deve apresentar durezas “médias”.

Têmpera dupla

Têmpera de pela cementada realizada em duas etapas. A primeira a partir da temperatura de têmpera do material do núcleo e a Segunda a partir da temperatura da têmpera do material da camada cementada. Utiliza-se para peças com camadas profundas de cementação, com a finalidade de aumentar-se a tenacidade do núcleo.


Têmpera em água

Têmpera em que o agente de resfriamento (meio de têmpera) é a água.



Têmpera em óleo

Têmpera em que o agente de resfriamento (meio de têmpera) é o óleo.

Têmpera em salmoura

Têmpera em que o agente de resfriamento (meio de têmpera) é uma salmoura.

Têmpera superficial por chama


Têmpera em que o aquecimento é produzido por chama. Utiliza-se para peças que necessitam de endurecimento apenas nas regiões de contorno, acompanhando sua geometria.

Têmpera por imersão

Têmpera em que o aquecimento é produzido pela imersão da peça em banho de metais ou sais fundidos ou outro meio líquido adequado.

Têmpera superficial por indução

Têmpera em que o aquecimento é produzido por indução elétrica. Utiliza-se para peças que necessitam de endurecimento apenas nas regiões de contorno, acompanhando sua geometria.






Têmpera superficial




Têmpera limitada às camadas periféricas da peça. Utiliza-se para peças que necessitam deendurecimento apenas nas regiões de contorno, acompanhando sua geometria.





Tratamento isotérmico




Tratamento que inclui uma transformação isotérmica.





Tratamento subzero



Tratamento realizado abaixo de 0ºC. Particularmente, resfriamento de um aço a uma temperatura abaixo de 0C para transformação de austenita retida em martensita. Efetua-se este tratamento em peças cuja variação dimensional, em, serviço, deva restringir-se, exclusivamente, àquela determinada pelo coeficiente de dilatação térmica do aço, ou seja, sem a sobreposição de distorções dimensionais causadas por transformações cristalográficas da austenita em martensita.




Tratamento térmico




Operação ou conjunto de operações realizadas no estado sólido que compreendem aquecimento, permanência em determinadas temperaturas e resfriamento, realizados com a finalidade de conferir ao material determinadas características.





Tratamento termoquímico



Conjunto de operações realizadas no estado sólido que compreendem modificações na composição química da superfície da peça, em condições de temperatura e meio adequados.

sábado, 15 de agosto de 2009

Engenharia simultânea

O desenvolvimento de produtos, em muitas empresas, segue a seqüência de processos apresentada na Figura 2.2, de acordo com Syan e Menon (1994).
Nesse processo, o departamento de marketing detecta uma oportunidade, com base nas necessidades dos clientes, e passa para a engenharia as informações necessárias para realizar o projeto do produto. A engenharia, por sua vez, repassa os resultados de seu trabalho (o projeto do produto) para a engenharia industrial, para a realização da programação da produção e fabricação do lote piloto, para que sejam realizados testes e finalmente liberados para a produção em grande quantidade.Esse processo é tipicamente realizado em estruturas conhecidas como funcionais, nas quais, pela natureza das estruturas, os processos de decisão são hierárquicos e podem comprometer o desempenho do processo.



Portanto, como o fluxo de informações é seqüencial e a estrutura, funcional, as etapas são realizadas com certa independência, ou seja, cada um faz sua parte. Assim, informações que são importantes para decisões nas fases iniciais do processo de projeto, por exemplo, não aparecem antecipadamente, ocasionando eventuais erros ou mudanças do projeto ao longo de seu desenvolvimento que acarretarão em atrasos no cronograma inicial estipulado, além de aumentar os custos relacionados ao projeto como um todo.

CARLOS MAURÍCIO SACCHELLI
SISTEMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE MOLDES DE INJEÇÃO DE TERMOPLÁSTICOS

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mundo Mecânico

Fabricar é transformar matérias-primas em produtos acabados, por uma variedade de processos. A idéia de fabricar teve início a milhares de anos, quando o homem pré-histórico percebeu que, para sobreviver, precisava de algo mais que pernas e braços para se defender e caçar.
Sua inteligência logo o ensinou que se ele tivesse uma pedra nas mãos, seu golpe seria mais forte, e se a pedra tivesse um cabo esse golpe seria mais forte ainda. Se essa pedra fosse afiada poderia cortar a caça e ajudar a raspar a peles dos animais. Foi a partir da necessidade de se fabricar um machado que o homem desenvolveu as operações de desbastar, cortar e furar. Durante centenas de anos a pedra foi a matéria-prima, mas por volta de 4000 A.C. ele começou a trabalhar com metais, começando com o cobre, depois com o bronze e finalmente com o ferro para a fabricação de armas e ferramentas.
Para se ter uma idéia do número de fatores que devem ser considerados num processo de fabricação vejamos, por exemplo, a produção de um simples artigo: o clipe. Primeiro ele deve ser projetado para atender o requisito funcional que é segurar folhas de papéis juntas. Para tanto, ele deve exercer uma força suficiente para evitar o deslizamento de uma folha sobre a outra. Eles são, geralmente, feitos de arame de aço, embora hoje se encontre no mercado clipe de plástico. O comprimento do arame requerido para sua fabricação é cortado e então dobrado várias vezes, para dar a forma final própria. Por sua vez, o arame é feito por um processo de trefilação a frio. Neste processo a seção transversal de uma haste longa é reduzida, ao passar por uma matriz de fieira, que também confere algumas propriedades mecânicas ao material, como resistência e dureza. A haste por sua vez, é obtida por processos como a trefilação e a extrusão de um lingote. Para evitar delongas, nenhuma informação quanto ao processo de obtenção deste lingote será abordada. A fabricação de um simples clipe envolve projeto, seleção de um material adequado e de um método de fabricação para atender os requisitos de serviço do artigo. As seleções são feitas não somente com base em requisitos técnicos, mas também com base nas considerações econômicas, minimizando os custos para que o produto possa ser competitivo no mercado.
O projetista de produtos ou engenheiro projetista especifica as formas, dimensões, aparência, e o material a ser usado no produto. Primeiro são feitos os protótipos do produto. Neste estágio, é possível fazer modificações, tanto no projeto original como no material selecionado, se análises técnicas e/ou econômicas assim indicarem. Um método de fabricação apropriado é então escolhido pelo engenheiro de fabricação.

Prof. Éder Silva Costa
Denis Júnio Santos (Aluno BIC-Júnior)

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS
UNIDADE DE ENSINO DESCENTRALIZADA DE DIVINÓPOLIS
CURSO TÉCNICO EM ELETROMECÂNICA